Patrocinadores

  • OWA Brasil
  • AtenuaSom
  • Harmonia
Vídeo Insitucional ProAcústica
Assista ao documentário do INAD SP 2017
Torne-se uma empresa associada!
Documentário Amorim Lima

Afiliações

  • ProAcústica - Afiliado ABNT
  • ProAcústica - Afiliado FIA - Federação Iberoamericana de Acústica
  • IIAV - International Institute of Acoustics and Vibration
  • I-INCE International Institute of Noise Control Engineering

Monumento ganha protetores de ouvido para lembrar combate à poluição sonora

O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

Título | Monumento ganha protetores de ouvido para lembrar combate à poluição sonora
Fonte | ISTOÉ Dinheiro - Geral - 26/04/2017
Autoria | Agência Brasil
Conteúdo impresso | Acesse aqui
Conteúdo Online | Acesse aqui

O Monumento às Bandeiras, do escultor Victor Brecheret, instalado em frente ao Parque Ibirapuera, na capital paulista, recebeu hoje (26) uma intervenção artística para lembrar o Dia Internacional de Conscientização sobre o Ruído. Os bandeirantes da escultura de Brecheret ganharam protetores de ouvido amarelos para chamar a atenção sobre o tema.

A data é lembrada com ações em todo o mundo. Na capital paulista, durante toda a tarde, a Associação Brasileira para Qualidade Acústica (ProAcústica), a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo e a Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz (Umapaz) promoveram uma série de atividades na sede da universidade, no Ibirapuera. A ação começou com uma reflexão sobre o silêncio com o representante da Comunidade Zen Budista monge Ryozan, seguida de outras palestras sobre o tema.

Em entrevista à Agência Brasil, monge Ryozan destacou que nem todos os ruídos são ruins. “É claro que existem limites de ruídos e ruídos que podem até matar e trazer problemas cardíacos ou destruir os tímpanos de uma pessoa. Mas dentro dessa faixa mais natural dos ruídos do nosso dia a dia, se há incômodo com relação a eles, é possível encontrar a compensação e a paz interior sabendo lidar com eles. Quando vamos em uma balada ou a um restaurante para conversar com uma pessoa, o ruído dentro de um restaurante é até muito infernal. Mas quando a conversa está boa, a gente fica só na conversa.”

Segundo o monge, as pessoas podem tentar reduzir o efeito desses ruídos por meio da meditação.

Depois das palestras, estudantes de faculdades de fonoaudiologia da cidade fizeram um ato pelo silêncio, caminhando, sob chuva, da sede da Umapaz até o Monumento às Bandeiras. O percurso foi feito em silêncio e os manifestantes seguravam cartazes e faixas em branco. Chegando ao local, eles deram as mãos em um abraço simbólico no monumento.

Além da intervenção no Monumento às Bandeiras, a Assembleia Legislativa de São Paulo também decidiu lembrar a data com iluminação de sua fachada com luzes amarelas, que vai durar até amanhã (27). A ação pretende incentivar a adoção de políticas públicas para enfrentar e combater as diversas formas de poluição sonora, por meio de medidas mitigatórias e compensatórias para as emissões de ruído.

Saúde e políticas públicas

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ruído é a segunda causa de poluição ambiental no mundo, atrás apenas da poluição do ar. Em excesso, a exposição ao ruído pode ocasionar danos para a saúde auditiva das pessoas e também pode estar relacionada ao desenvolvimento de uma série de doenças cardiovasculares, distúrbios do sono, pressão alta, estresse, irritabilidade, ansiedade, agressividade e problemas de concentração e descanso.

“Nas grandes cidades é onde temos a maior concentração de pessoas, e a infraestrutura urbana acaba sendo um complicador porque, normalmente, ela não é pensada do ponto de vista do ruído. Ela é pensada da maneira mais simples de se transportar uma pessoa de um lugar a outro. E isso acaba causando alguns problemas como uma linha de trem que passa no meio de uma zona residencial. Ou um corredor de ônibus em frente a uma comunidade residencial, onde as pessoas têm dificuldade de dormir. Ou corredores em frente a escolas”, disse o arquiteto e urbanista Marcos Holtz, coordenador do Comitê Acústica Ambiental da Associação PróAcústica.

Segundo ele, esses conflitos e problemas provocados pela poluição sonora atingem diversos graus podendo causar “desde um leve desconforto e mau humor até doenças”. “Tudo depende da dose a que a pessoa está exposta podendo causar problemas de colesterol, vasculares e até infarto”, listou.

Esses problemas, segundo o especialista, podem ser evitados com políticas públicas. No ano passado, por exemplo, o então prefeito de São Paulo Fernando Haddad assinou a Lei 16.499, do Mapa de Ruído Urbano, que obriga a prefeitura a desenvolver e implantar uma ferramenta de diagnóstico para a melhor gestão dos impactos da poluição sonora na cidade. “São Paulo está em um momento preliminar. Foram quatro anos na Câmara Municipal para conseguir uma boa lei ser aprovada. Essa prefeitura atual tem o prazo de quatro anos para ter o primeiro mapa de ruído das operações urbanas da cidade”, explicou Holtz.

O mapa deverá incluir dados técnicos sobre número de veículos, qualidade do asfalto e velocidade dos veículos, entre outras informações. “Ele funciona como um diagnóstico, um raio-X. Você detecta onde estão as áreas prioritárias, onde a dose de poluição sonora é maior, e essas áreas terão prioridade de ação na redução de ruídos”, disse. Entre as medidas para reduzir os impactos provocados pelos ruídos em todo o mundo estão o incentivo ao uso de bicicletas, a redução de velocidades das vias, a opção por transporte fluvial e a troca de asfalto.


Veja também

O Monumento às Bandeiras ganhou fones de ouvido num alerta ao problema grave do barulho em São Paulo

O Monumento às Bandeiras ganhou fones de ouvido num alerta ao problema grave do barulho em São Paulo

No Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído o Monumento às Bandeiras ganhou fones de ouvido para o problema grave do barulho aqui na capital

Inad desperta São Paulo para o incômodo do barulho

Inad desperta São Paulo para o incômodo do barulho

O dia da conscientização sobre os graves problemas da poluição sonora, este ano, trouxe uma veia bem humorada. A famosa escultura de Victor Brecheret, o Monumento às Bandeiras, no Parque do Ibirapuera, amanheceu com fones auriculares de proteção para lembrar que a sociedade civil busca soluções de combate às diversas formas de perturbação acústica sem abrir mão da leveza. O secretário do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Gilberto Natalini, colocou a poluição sonora – que ele chamou de sexta modalidade da poluição, ao lado da poluição da água, ar, solo, visual e climática – na pauta da política pública do município. “Vamos treinar nossas equipes para trabalhar no combate a esse problema. E isso tem que estar na pauta do prefeito e das outras secretarias”.

ProAcústica lança vídeo sobre ações da entidade com enfoque no combate à poluição sonora

ProAcústica lança vídeo sobre ações da entidade com enfoque no combate à poluição sonora

Com uma linguagem moderna e impactante a Associação Brasileira para a Qualidade Acústica, a ProAcústica, lança um vídeo que ultrapassa as barreiras institucionais e pode servir como fonte de inspiração para pessoas que buscam realizar atividades transformadoras na sociedade.

Notícias

Multas por barulho do programa Psiu despencam no início da gestão Doria

O prefeito João Dória (PSDB) mandou um recado enfático no começo de fevereiro, ao participar de uma blitz da lei do barulho, que lacrou um bar no Tatuapé (zona leste de São Paulo): "Isto a partir de agora serve de alerta para os donos de estabelecimentos. A lei do Psiu agora volta, e volta para valer".


A paz em meio ao barulho na vizinhança

Isolamento acústico nas paredes, janelas e chão são algumas das soluções para conviver com o caos contínuo


Agenda