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As incumbências do domínio acústico

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Stelamaris Rolla Bertoli - presidente da SOBRAC 2017-2018Stelamaris Rolla Bertoli é sócia da Sobrac desde 1992. É diretora, primeira secretária e coordenadora da regional de São Paulo neste biênio de 2015-2016 e acaba de ser eleita presidente da Sociedade Brasileira de Acústica para o próximo mandato, de 2017 a 2018. Professora associada da Faculdade de Engenharia Civil e Arquitetura da Unicamp, fez pós-doutorado em acústica na Universidade Federal de Santa Catarina, em 1992. Bertoli é doutora em ciências e mestre em física pelo Instituto de Física Gleb Wataghin da Unicamp. Orientou várias pesquisas de doutorado e mestrado na pós-graduação em Campinas. Publicou vários trabalhos de acústica em congressos nacionais, internacionais e em revistas. Coordenou por quatro anos o grupo de normalização de acústica da ABNT. Foi supervisora de pesquisadores de pós-doutorado pela Fapesp e participa de vários projetos com financiamento tanto da Fapesp como da Finep. Nesta entrevista ao ProAcústica News, Stelamaris Bertoli fala sobre algumas das expectativas para a cumprir a missão como presidente da Sobrac.

Quais ações e parcerias a senhora pretende manter quando assumir a presidência da Sociedade Brasileira de Acústica e que novas medidas irá tomar?

Por enquanto, estamos levantando entidades e associações que possam ter interesse no tema e que nos ajudem a difundir os assuntos de interesse comum. Instituições como a ABNT, Crea, CAU, ABA, SindusCon, ProAcústica, SBPC e associações de engenheiros e arquitetos são muito importantes como entidades parceiras. Mas ainda não deu tempo para a nova diretoria definir as estratégias.

Como será o diálogo da entidade com a sociedade civil, os órgãos públicos, as instituições privadas e a ABNT? Uma possível retomada econômica terá efeitos sobre a comunidade de acústicos?

A Sobrac vem atuando junto aos vários órgãos públicos com representantes. Um avanço importante alcançado pela Sobrac se refere à aproximação com a Associação Brasileira de Normas Técnicas que resultou na criação da Comissão de Estudo Especial de Acústica, conhecida como CEE 196. A CEE 196 tem como escopo a normalização no domínio da acústica, o que inclui os métodos de medição de fenômenos acústicos, a geração, transmissão, recepção e todos os aspectos dos efeitos sobre o homem e o ambiente. Essa comissão se espelha na estrutura e escopo do ISO/TC-43 – Acoustics. Existe um desejo de que as normas que envolvam questões acústicas passem por essa comissão. Quanto à retomada econômica, sem dúvida, terá efeitos positivos sobre a comunidade de acústicos.

Como deve se comportar a demanda por conforto acústico e por profissionais de acústica no biênio 2017-2018?

A retomada econômica terá influência na demanda por conforto acústico, que talvez ocorra de forma um pouco lenta. Entretanto sou bastante otimista e acho possível que aconteça. A procura por profissionais de acústica será consequência da demanda de conforto.

A senhora concorda com a ideia de que os poderes públicos municipais eleitos, mais conservadores, podem constituir um obstáculo para o avanço na elaboração de mapeamentos acústicos nos grandes centros urbanos? E o mapa do ruído de São Paulo?

Não acredito que os poderes públicos municipais eleitos representem um obstáculo para a elaboração de mapeamentos acústicos. Ao contrário, creio que as estabilidades sociais e econômicas promovidas pelos novos gestores podem garantir a execução desses mapas. No caso de São Paulo, a aprovação da lei do mapa de ruído foi um avanço. Espero que exista transparência no processo de escolha das entidades que participarão da execução do mapa e que a competência técnica seja o ponto forte da escolha.

Qual a sua opinião sobre a legislação atual no que se refere à poluição sonora? Quais seriam alguns caminhos para aprimorar normas e incluir particularidades regionais?

Legislação e norma são coisas diferentes, no entanto a legislação precisa do amparo de normas técnicas. Existe um descompasso entre a legislação e a normalização.  A atualização da norma NBR 10151, próxima da aprovação, será um bom começo para as discussões e atualização da legislação sobre poluição sonora.

E o processo de revisão das normas? Qual a sua expectativa? Pode fazer um comentário sobre os outros comitês de normas como o dos eletrodomésticos ou o de ruído aeroportuário?

A revisão de normas técnicas tem um processo definido pela ABNT. Envolve três categorias: produtor, consumidor e neutro. Na categoria neutro entram os profissionais de instituições de pesquisa como universidades e institutos de pesquisa que iniciam as discussões técnicas e que têm a missão de convencer as outras categorias. Existem assuntos mais polêmicos e outros menos polêmicos, portanto o prazo é incerto.

Como a Sobrac vai enfrentar o problema da carência de laboratórios no País?

A carência de laboratórios no país está associada a uma tradição de que estas organizações estejam vinculadas a institutos de pesquisa ou universidades. Deveríamos incentivar participação da iniciativa privada na criação de novos laboratórios. Um exemplo muito interessante que poderia nos inspirar é o ITeCons em Portugal.

O que falta para a sociedade desenvolver uma consciência sólida de conforto acústico? E de conforto vibratório?

É um processo longo que precisa ser sempre realimentado com divulgação constante.

O conhecimento de base teórica avançou nos últimos anos? O que foi feito e o que ainda precisa ser realizado?

A acústica é multidisciplinar e tem muitas ramificações. A base teórica vem avançando de forma contínua nos últimos anos. Nas temáticas de acústica ambiental e de acústica de sala, os avanços vêm permitindo melhorar os métodos de avaliação, os equipamentos e os programas de simulação.

Como a comunidade acadêmica pode contribuir para o aumento do mercado de acústica no Brasil?

A comunidade acadêmica vem contribuindo com o mercado de acústica na formação de profissionais competentes. Destacam-se também as pesquisas no desenvolvimento de produtos acústicos e de procedimentos de avaliação. A parceria da comunidade acadêmica com a iniciativa privada pode alimentar e deve impulsionar esse aumento de mercado.

Quais as principais ações que esta nova diretoria pretende realizar nesta gestão?

A chapa vencedora na eleição da Sobrac para a nova diretoria tem como lema a integração e a consolidação. Para tornar esse lema uma realidade, pretendemos implementar as seguintes propostas: consolidar as ações desenvolvidas nas gestões anteriores das diretorias executivas da Sobrac, para o reconhecimento da entidade junto às instituições governamentais federais, estaduais e municipais; junto às entidades de classe, sociedade civil e à mídia. Parece fundamental ainda implementar os grupos de trabalho em subáreas da acústica e vibração, de modo a contribuir com o desenvolvimento técnico e científico, possibilitando ampliar a formação de recursos humanos especializados, no âmbito da Sobrac, em parceria com as instituições de ensino superior. Vamos dar continuidade ao processo de certificação profissional iniciado na gestão anterior para estimular a qualificação técnica e reconhecer os profissionais habilitados. Iremos desenvolver e valorizar o quadro de associados, para que se sintam motivados a participar nas ações da Sobrac, colaborar com as divisões regionais da entidade e fortalecer a comunicação com os associados. Manter a publicação anual da revista Acústica e Vibração, procurando dar um enfoque mais técnico. E estudar a viabilidade de criação de uma revista para publicação de artigos científicos, com um corpo editorial de alta qualificação, de modo a se ter uma boa classificação no programa Qualis Capes, nas áreas de engenharia e arquitetura.

A Sobrac e a ProAcústica devem perseguir o sonho de trazer o Internoise 2021 para o Brasil?

Em 2005 já tivemos o Internoise no Brasil. Acho que seria muito importante trazer esse evento de novo para o País. É um acontecimento de grande porte e precisa de bastante tempo de preparo. Acho, sim, que vale a pena tentar.

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