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Laboratório da Universidade Federal de Santa Maria acompanha o crescimento dos ensaios de acústica

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A criação do curso de engenharia acústica da UFSM deixou o laboratório preparado para o aumento de uma futura demanda por ensaios e testes de materiais. Salas com câmaras reverberantes são usadas para experimentos de pesquisa, no desenvolvimento e prestação de serviços do curso.

O setor de acústica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), do Rio Grande do Sul, um dos mais antigos e tradicionais do Brasil, foi apresentado à comunidade científica do País, em novembro de 1991, durante o XII Encontro da Sobrac (Sociedade Brasileira de Acústica). Hoje, as instalações físicas deste setor, onde se destacam as salas do tipo câmaras reverberantes, são utilizadas para atividades do curso de engenharia civil e de prestação de serviços do Laboratório de Materiais de Construção Civil, (LMCC). São usadas, também, para experimentos didáticos de pesquisa e no desenvolvimento e prestação de serviços do curso de graduação em engenharia acústica (EAC), bem como em trabalhos de dissertação e de tese dos programas de pós-graduação em engenharia civil e em engenharia de produção.

 
Ensaios de Absorção Sonora realizados em Câmara Reverberante 207 m3

Quando a Norma de Desempenho NBR 15575 entrou em vigor, em 2013, os laboratórios brasileiros começaram a aparecer no radar não apenas das empresas construtoras mas, também, das indústrias de materiais. A criação do curso de engenharia acústica da UFSM, no segundo semestre de 2009, deixou o laboratório preparado para o aumento de uma futura demanda por ensaios e testes de materiais. O núcleo do grupo que deu origem ao setor de acústica, coordenado pela engenheira civil e professora Dinara Xavier da Paixão, desde a origem, integra pesquisadores dos centros de tecnologia, de ciências da saúde, de artes e letras, bem como de outras instituições nacionais e internacionais.

Hoje, dá para afirmar que a crescente demanda por ensaios e testes já têm uma história. Com o objetivo de atender à norma e alcançar uma melhor performance acústica nas edificações, diversas indústrias saíram à caça de “provas” para o desempenho acústico de materiais produzidos. “Isso abriu, inclusive, a oportunidade para o surgimento de novas indústrias, muitas utilizando materiais recicláveis, como garrafas PET, resíduos da indústria têxtil, calçadista ou com sobras de espuma vinílica acetinada”, informa o professor Jorge Luiz Pizzutti dos Santos, coordenador do setor de acústica do LMCC.

O LMCC também dá suporte às disciplinas de materiais de construção para alunos da graduação de engenharia civil e realiza testes de resistência dos materiais, mecânica dos solos, materiais de pavimentação e geologia de engenharia. No laboratório estão instalados equipamentos para a realização de ensaios, testes ou experiências com concreto, barras de aço, agregados, cimento, asfalto e caracterização de solo.

 

No setor de acústica, “o laboratório deverá completar a instalação, nos próximos meses, de um posto de ensaios na pós-graduação, com uma nova câmara de impacto para estudo e pesquisa científica das diferentes tipologias de lajes”, comenta o diretor do LMCC, Mauro Lichtenecker Just. Para cada tipologia de laje haverá uma série de ensaios, para testar diferentes materiais.

Para Pizzutti, no entanto, existe muita dificuldade em garantir o nível de desempenho em algumas paredes. Preocupadas com isso, muitas indústrias cerâmicas, procuram o laboratório para realização de ensaios.


Entre os malefícios provocados pelos ruídos nas edificações, o ruído de impacto é, sem dúvida, o mais grave, gerador de muita discussão, mal-estar e até de desavenças, entre moradores. O laboratório de Santa Maria possui vários parceiros na solução de problemas com ruído de impacto dentro de um ambiente habitacional, com a ajuda de uma diversidade de novos materiais, muitos alternativos, como lã de PET.

“Podemos constatar que muitos projetos ainda não foram avaliados, seja pela falta de conhecimento ou até por uma questão econômica. Pela falta de consciência e conhecimento da legislação e as devidas implicações, existem construtoras que apostam que nada lhes acontecerá. Partem do pressuposto que os compradores dos imóveis não entrarão com ações na justiça”, alerta o professor.

Na opinião de Pizzutti, a norma que se refere ao ruído de impacto foi até generosa com as empresas construtoras, pois no sistema de piso separando unidades habitacionais autônomas posicionadas em pavimentos distintos o desempenho mínimo é de 80 dB. “Só para lembrar os desempenhos da tabela da ABNT: mínimo (66 a 80 dB), intermediário (56 a 65 dB) e superior (menor ou igual a 55 dB). No sistema de piso de áreas coletivas, como salas de ginástica e salão de festas, que estão sobre unidades habitacionais autônomas, o desempenho é mais rigoroso: mínimo (51 a 55), intermediário (46 a 50) e superior, igual ou menor que 45 dB.

O LMCC fez parcerias com duas empresas do Rio Grande do Sul que, em breve, estarão lançando no mercado materiais recicláveis com desempenho superior, por um custo acessível. “Isso nos deixa satisfeitos por estarmos participando desse processo de melhoria, que gera qualidade de vida para a população”, exalta o diretor, Mauro Lichtenecker Just. O laboratório executa todos os tipos de ensaios, analisa o comportamento de cada tipologia de laje em variadas situações, no que se refere às causas, origens e consequências, que podem afetar a vida do ser humano, quer na parte acústica, térmica, vibratória e até a condição térmica e a resistência dos componentes. Analisa e pesquisa quais as melhores formas e tipos de materiais, para cada tipo de problema, na busca da melhor solução, sempre levando em conta minimizar os custos.

Devido à grande demanda em todo o Brasil pelos diferentes tipos de ensaios necessários para definir o desempenho acústico da NBR 15575 surgiu uma oportunidade para que profissionais liberais, empresas e instituições, inclusive públicas, viessem a se especializar nessa área e sanar essa dificuldade em nível nacional. O laboratório atende várias empresas da região sul e sudeste e, no momento, as indústrias que mais realizam ensaios são as de blocos cerâmicos, paredes de drywall, wood-frame e steel frame, bem como indústrias de materiais absorventes alternativos e fabricantes de mantas acústicas.

 


O curso de engenharia acústica da UFSM foi pioneiro no Brasil

O primeiro e único curso brasileiro de graduação em engenharia acústica proporcionou a criação da nova profissão no País. 

O curso de engenharia acústica da Universidade Federal de Santa Maria,  iniciado no segundo semestre de 2009, utiliza o espaço físico que existe desde 1991 e originou-se do Grupo de Pesquisa “Acústica”, registrado no CNPq e certificado pela UFSM, a partir de 2000. Com formação multidisciplinar, o grupo congrega pesquisadores dos centros de tecnologia, de ciências da saúde e de artes e letras, bem como de outras instituições nacionais e internacionais. O grupo atua em quatro linhas de pesquisa: acústica em edificações; vibrações e eletroacústica; saúde e acústica musical, sob coordenação da professora Dinara Xavier da Paixão, idealizadora do curso.

Para a estruturação do curso da UFSM houve apoio de integrantes de cursos similares do Chile e da Alemanha. Outro fator que colaborou para a implantação do curso foi a existência da ênfase em conforto ambiental acústico no programa de pós-graduação em engenharia civil.

Além de implantar o curso, a UFSM criou uma profissão regulamentada no Brasil. Após a autorização e avaliação por representantes do Ministério da Educação, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), depois de um detalhado processo que durou três anos, publicou, em 2016, a Resolução 1078, que – como sublinha a professora Dinara da Paixão – “discrimina as atividades e competências profissionais do engenheiro acústico e insere o respectivo título na tabela do sistema Confea/Crea, para efeito de fiscalização do exercício profissional”.

As atividades regulamentadas do engenheiro acústico se referem ao conforto e ao controle acústicos; à acústica de edificações em geral; à acústica em ambientes internos e externos; à sonorização em ambientes internos e externos; à materiais e dispositivos; à acústica em meios de transportes; em equipamentos de captação, emissão e gravação acústica e ao conforto acústico de equipamentos mecânicos, elétricos e eletrônicos.

Para adquirir essas competências, na grade curricular do curso observam-se, além dos núcleos de disciplinas que constituem o básico e o profissionalizante, os conteúdos específicos, que abrangem temas variados da acústica. Para Dinara da Paixão, “a prerrogativa de ser pioneiro nos coloca diante de desafios e possibilidades. Os professores estão ministrando disciplinas que não existiam no Brasil, algumas nem mesmo nos cursos de pós-graduação. Com isso, as apostilas, montadas e aplicadas ao longo de mais de cinco anos, estão virando livros”. Em 2016, por exemplo, foi publicado Acústica de Salas: Projeto e Modelagem, o primeiro livro brasileiro específico sobre esse tema, de autoria do professor Eric Brandão, que acaba de ser premiado na categoria “engenharias, tecnologias e informática” do prêmio Jabuti, o mais importante da literatura nacional.

 
Símbolo da Engenharia Acústica no Brasil

O professor William D’Andrea Fonseca, em abril de 2014, criou um símbolo que expressa o efeito similar ao que acontece quando uma pedra cai em um lago, demostrando que o curso assimila, também, conceitos intuitivos para significar os diversos conhecimentos envolvidos. Estão representados os fenômenos de geração, como engrenagens e a propagação de ondas sonoras mecânicas, retratadas por picos e vales. Por sugestão da professora Dinara Paixão foi integrada a letra “E”, reafirmando tratar-se de um curso superior de engenharia.

Entre algumas das empresas fabricantes e instituições do Brasil e do exterior envolvidas em estágios e desenvolvimento de pesquisas com a UFSM estão a Embraer, a Harmonia Acústica e a Giner, de São Paulo; a unidade Embraco da Whirpool de Joinvile-SC; a Stemac de geradores, de Porto Alegre, e a Tesybras, de Campinas; o Instituto de Aeronáutica e Espaço de São José dos Campos-SP; o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, de Arraial do Cabo-RJ; o Sistema Universitário de Rádio e Televisão de Santa Maria; a Silenkar, de Santa Maria; a Alpha Acoustics Engineering, de Singapura; a dBwave.i, de Portugal; a BMW e a Fraunhofer IIS de microeletrônica e soluções de TI, da Alemanha; e a RSK, do Reino Unido. Algumas empresas efetivaram estagiários na equipe após a formatura ou contrataram mais egressos.

Fazem parte do curso mais de 200 pessoas, oriundas de quase todos os estados brasileiros, que são atendidos por uma equipe de diferentes formações, como os engenheiros eletricistas Eric Brandão, William Fonseca e João Kanieski; o engenheiro mecânico, Paulo Mareze; o físico, Nilson Souza Filho; a arquiteta, Viviane Mello; o engenheiro de som, Jaime Sanchez, o engenheiro acústico, Guilherme Deboni e a engenheira civil Dinara Paixão. Além das atividades didáticas, o grupo de professores do curso desenvolve projetos de pesquisa, extensão e desenvolvimento de produtos, sistemas, prestação de serviços em laboratório e em campo.

 

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