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Torres corporativas assinadas pelo escritório americano Pelli Clarke Pelli recebem tratamento acústico

20/06/2016 - 15:35

O cuidado com o conforto direcionou a Camargo Corrêa a contratar o projeto de tratamento acústico para o São Paulo Corporate Towers, duas torres recém entregues na divisa entre o Itaim Bibi e a Vila Olímpia. Os trabalhos começaram por mapeamento sonoro no entorno do empreendimento, para avaliar a incidência do ruído nas fachadas. Para evitar o vazamento de som entre os pavimentos, foi especificado um fire stop acústico com lã de rocha de alta densidade.

São Paulo Corporate Towers

Na divisa entre o Itaim Bibi e a Vila Olímpia, o São Paulo Corporate Towers, da Camargo Corrêa, parece encravado num remanescente da mata Atlântica. Num terreno de 39 mil metros quadrados, com mais da metade coberto de árvores preservadas e vegetação sobre terra, as torres com cores de concreto, perímetros de estrutura metálica e lajes steel deck brotaram das pranchetas do escritório de arquitetura americano Pelli Clarke Pelli. Imponentes, as duas torres corporativas com 28 pavimentos cada, o prédio Amenities de cinco pavimentos com centro de convenções, restaurantes e cafeteria, além do edifício técnico com uma usina de energia e central de ar condicionado foram certificados pelo Leed Platinum 3.0 da United States Green Building Council (USGBC).

A preocupação com o conforto levou os incorporadores à contratação do projeto de tratamento acústico que começou o trabalho de mapeamento sonoro no entorno do empreendimento, para avaliar a incidência do ruído de tráfego de superfície e aéreo nas fachadas. Foi considerada, inclusive, a implantação de heliponto com simulação de helicópteros em aproximação para avaliar os impactos na vizinhança. “As medições foram feitas antes da obra, na calçada, no perímetro do empreendimento, para a definição do isolamento acústico da fachada”, lembra Fernando Alcoragi, responsável pelo projeto no escritório da Akkerman Projetos Acústicos. Como o sistema deveria isolar 40 dB, a especificação final foi um vidro insulado de 31,14 mm, composto de um temperado de 6 mm, câmara de ar de 12 mm e laminado de 6 mm mais um PVB de 1,14 mm + 6 mm. Segundo Alcoragi, ainda não foram feitas medição depois que o empreendimento foi concluído.

Planta dos pontos de mediçãoPlanta dos pontos de medição

A obra começou pela demolição de um prédio de 15 andares que existia no terreno. Como o cronograma era apertado e o edifício não podia ser implodido, as equipes iniciaram a demolição do heliponto com turnos ao longo das 24 horas do dia. Mas as reclamações da vizinhança e dos hóspedes de um hotel em frente exigiram um monitoramento na fonte e dentro do hotel. “Para amenizar o ruído, foi projetado um andaime fachadeiro acústico que cobre três andares e era deslocado conforme avançavam os trabalhos”, recorda Alcoragi. O andaime fachadeiro – telhas sanduíches com miolos de lã de rocha de 50 mm e nove metros de altura, metade para cima e metade para baixo – ficava centralizado e serviu para atenuar 20 dB. “Talvez seja um caso único no Brasil”, afirma Alcoragi. “Em outros países, os executores da obra envelopam a demolição para reduzir o ruído”.

Medição durante demoliçãoMedição durante demolição

O conceito arquitetônico das torres prevê um envelope abaulado com um arremate ou rasgo na diagonal. “Isso cria detalhes pontuais que geram dificuldades acústicas, na comparação com uma fachada reta.” Os detalhes foram discutidos com o projetista de caixilhos. O mapeamento sonoro, em horários diferentes e em horários críticos, permitiu rodar um programa de simulação. Assim, em alguns pontos, a proteção poderia ser menos rigorosa, o que traria uma economia no investimento inicial. “Mas, nesse caso, como a fachada é muito robusta, o sistema de caixilharia ficou uniforme”, explica Alcoragi.

Simulação do mapeamento sonoro: planta e fachada

Simulação do mapeamento sonoro: planta e fachadaSimulação do mapeamento sonoro: planta e fachada

No prédio técnico, com os geradores, o nível de ruído sobe, o que fez com que os métodos construtivos entrassem em discussão até chegar numa estrutura pré-moldada de concreto para a casca da edificação. Apoios antivibratórios, com molas de aço carbono helicoidais, foram dimensionados para o peso dos chillers e das bombas. Como estão confinados, os equipamentos exigem entrada de ar frio e saída de ar quente. Para atenuar o ruído, caixas com painéis de lã de vidro garantem a circulação do ar, espaçadas dependendo da potência do gerador. Na cobertura, onde ficam as torres de resfriamento, foi construído um peitoril alto para funcionar como barreira acústica.

No prédio Amenities, as três salas de convenção e o restaurante ocupam dois andares. Nelas, foram usadas divisórias retráteis com septos (prolongamentos acima do forro) – bem dimensionados no executivo – para eliminar interferências. Com um pano de laje robusto, ficou suprimido o problema de vazamento acústico entre os pavimentos. Mas como o concreto não pode encostar na pele de vidro da fachada foi especificado um fire stop acústico com lã de rocha de alta densidade (144 kg/m3), reforçada com duas placas de drywall apoiadas em bandejas metálicas com silicone.

Como as lajes corporativas são abertas e com uma casa de máquinas de ar condicionado em cada andar, paredes internas receberam revestimento fonoabsorvente com painéis de lã de vidro incombustíveis com véu de vidro e tela metálica de proteção mecânica para evitar a dispersão de material. Atenuadores de ruído na tubulação de ar condicionado, tanto na insuflação como no retorno, ampliam o conforto. Piso e forro incorporaram materiais para diminuir o tempo de reverberação. As portas trouxeram acessórios como gaxetas de borracha no perímetro do batente e guilhotinas de vedação no encontro com a soleira.

São Paulo Corporate Towers

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